A OBESIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES

Dra. Cecília Finotti Nishikawa Almeida

CRM: DF-16902

 

A obesidade é muito mais que uma questão de estética. Trata-se de uma doença grave, complexa, de caráter crônico, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, e que produz sérios prejuízos à saúde.

 

RISCOS RELACIONADOS AO EXCESSO DE PESO

 

A obesidade, e mesmo o sobrepeso, aumentam significativamente o risco de morte e de várias outras doenças crônicas, entre elas:

  • Doenças cardiovasculares (hipertensão, derrame, infarto)

  • Doenças metabólicas (diabetes, elevação de lípides e ácido úrico)

  • Doença gordurosa do fígado (esteatose hepática e até cirrose)

  • Problemas respiratórios (ronco, apnéia do sono)

  • Problemas circulatórios (varizes, tromboembolismo, úlceras venosas)

  • Problemas ortopédicos (artrose, artrite, lombalgia, etc)

  • Vários tipos de câncer (mama, útero, próstata, fígado, intestino, etc)

Além disso, a obesidade compromete intensamente a qualidade de vida e a auto-estima, causando prejuízos também à saúde emocional e social do indivíduo.

 

TIPOS DE OBESIDADE 

 

A distribuição da gordura corporal produz tipos diferentes de obesidade. Quando o excesso de gordura está mais concentrado no abdome (“formato de maçã”), dizemos que a obesidade é central ou abdominovisceral. Quando está mais concentrado na região dos quadris (“formato de pêra”), a obesidade é chamada de periférica, subcutânea ou gluteofemoral.  A obesidade central é o tipo mais grave, apresentando maior risco de complicações cardiovasculares e metabólicas.

 

CLASSIFICANDO O EXCESSO DE PESO

 

Na prática clínica, utilizamos o Índice de Massa Corporal (IMC) para a definição do sobrepeso e da obesidade, calculado com base no peso e na altura do paciente:

    

Calcule seu IMC: http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/imc

Quanto maior o IMC, maior é o risco de complicações:

 

Para a avaliação da gordura visceral (abdominal), a medida da cintura é a alternativa mais prática. O limite considerado normal para a circunferência abdominal é < 95 cm para homens e < 80 cm para mulheres. Quanto maior a circunferência abdominal, maior o risco de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus. A chance de existir pelo menos um fator de risco coronariano aumenta substancialmente com valores > 102 cm para homens e > 88 cm para mulheres.

 

O QUE CAUSA A OBESIDADE?

 

O acúmulo de gordura ocorre em decorrência de um desequilíbrio no balanço energético, quando o consumo calórico (ingestão de alimentos) ultrapassa o gasto de energia.

Vários mecanismos estão envolvidos nesse desequilíbrio energético, que é muito complexo e depende da interação entre fatores genéticos, hormonais, moleculares, ambientais e comportamentais.

Raros são os casos de obesidade em que a causa se encontra especificamente em uma mutação genética ou disfunção hormonal. Na grande maioria dos casos, a obesidade é resultado do estilo de vida moderno caracterizado pelo sedentarismo e consumo excessivo de alimentos hipercalóricos.

 

COMO TRATAR A OBESIDADE?

 

A base do tratamento do sobrepeso e da obesidade é a mudança do estilo de vida. Medicamentos e até mesma a cirurgia bariátrica podem ser indicados, dependendo do grau de obesidade e das doenças associadas, porém a adoção de uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física são primordiais para o alcance e a manutenção do peso saudável.

Medidas que prometem a perda rápida, fácil e “milagrosa” do excesso de peso são simplesmente falsas, e muitas vezes até mesmo perigosas. Não se iluda. A perda de peso ideal é aquela que ocorre num ritmo moderado, progressivo, com resultado final duradouro. Isso só é possível com muito esforço, disciplina e perseverança.

É preciso lembrar aqui que a obesidade é uma doença crônica, que não tem cura, e portanto o paciente nunca deve parar de se tratar. Se o paciente deixa de manter em sua rotina as estratégias que o ajudaram a perder peso, a obesidade volta.

Se você está acima do peso, faça primeiro uma avaliação médica, e somente depois inicie uma dieta e uma atividade física sob orientação de um especialista. O mais importante é emagrecer com saúde e com segurança!

Endocrinologia e Metabologia

Dra. Cecília Finotti Nishikawa Almeida

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